Em 1925 um grupo de jovens trabalhadores costumava jogar bola
aos domingos no terreno ao lado do Chalé Procópio,
cujo dono era o coronel Christiano Osório. O campo era
sem estrutura e os “atletas” começaram a pensar
que o local podia ser melhorado.

Início da construção do campo de futebol
da Caldense, que depois viria a ser o estádio Christiano
Osório

O primeiro e único campo de futebol da Caldense - 1925
Foram 36 anos de persistências - 1926 a 1962, com muita
negociação entre diversas diretorias e emissários
da Caldense junto à família do coronel Christiano
Osório de Oliveira.
Os primeiros entendimentos tiveram início em 1926, entre
o presidente Fosco Pardini e o coronel, em São João
da Boa Vista-SP, que resultaram em promessas.
Em 1929, Fosco Pardini e mais o prefeito municipal Carlos Pinheiro
Chagas e o bancário Moreira Salles vão até
a cidade do proprietário do terreno, porém retornam
sem nenhuma resposta.
No início da década de 1930, o então prefeito
Assis Figueiredo se compromete a construir um estádio para
a Caldense. Mas tal disposição esbarrou no fato
do clube não ter dinheiro para a compra do terreno. Neste
período, o time poços-caldense teve que recusar
vários jogos contra equipes importantes, pois não
havia campo e nem condições de pagar despesas dos
visitantes.
Depois de muita espera, em abril de 1934, chega a primeira proposta
concreta de Christiano Osório: a cessão do campo
pelo período de trinta anos.
Entretanto, quem não aceita é o prefeito Assis Figueiredo,
membro da comissão de negociação e presidente
de honra do clube. Ele queria a compra definitiva do terreno,
pois assim se concretizaria a construção do estádio
no próprio terreno.
Dessa época em diante não se falou mais sobre o
campo, mas a Caldense ainda continuou usando a área sem
fazer muitas benfeitorias.
Nos últimos meses da gestão de Vinícius Vivas,
por sugestão do diretor João Coelho da Silva, em
24 de maio de 1943, o Chalé Procópio passa a ter
o nome de Estádio Coronel Christiano Osório.
Nesse mesmo ano, por ocasião do 22º aniversário
do clube, veio jogar em Poços de Caldas a equipe do Jabaquara
Atlético Clube, de Santos. Time famoso da época.
Antes do início da partida, os jogadores circundaram o
campo recolhendo dinheiro, junto à platéia, iniciando
a campanha Pró-estádio.
Em 5 de agosto de 1947, o jornal Diário de Poços
registra que a família do coronel Christiano Osório
cedeu, isento de qualquer aluguel, os mais de 17 mil metros quadrados
para que a Caldense continuasse a utilizar pelos próximos
20 anos.
Mas, em 1961, Christiano Osório de Oliveira Filho celebra
contrato com a doação do terreno onde estava localizado
o campo, sob a condição do clube fazer o loteamento
de todo o espaço do Chalé Procópio. Neste
período, a prefeitura municipal se encarregou de realizar
a terraplanagem.

Assinatura da doação do estádio Christiano
Osório para a Caldense, com presença do então
prefeito de Poços de Caldas, David Benedito Ottoni e Christiano
Osório Filho, o doador.
Por fim, no dia 28 de novembro de 1962, reunidos
no cartório do 1° Ofício, de Vinícius
Vivas, foi lavrada a escritura definitiva do terreno do Estádio
Coronel Christiano Osório, em favor da Associação
Atlética Caldense.
Com a inauguração do estádio
municipal Ronaldo Junqueira em 1979, o campo de futebol da Caldense
foi desativado e em seu lugar foram erguidas várias obras
para atender aos associados.

Estádio Christiano Osório – década
de 70

Time da Caldense no Estádio Christiano Osório –
1978
Em pé: João Regina, Gilberto Voador, Camilo, Paulo
Roberto, Jânio, Orlando.
Agachados: massagista Ronaldo, Augusto, Emílio, Fabinho,
Alves e Márcio.